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O homem alcança um estágio raro do saber quando entende o tempo das coisas. E é uma difícil compreensão, até para o incontestável Tite.

Nem Adenor sabia qual era o seu momento à frente da seleção. Ele quis em 2014, pós 1 a 7, quando ficou 1 ano sem trabalhar esperando o convite. Nós também gostaríamos. A CBF quis apostar em Dunga mais uma vez.

Depois dos maus resultados, perda de identidade e uma bagunça tática, houve um clamor popular para que Tite chegasse a seleção.

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Nesse meio tempo, Neymar, rebelde outrora para muitos, superdimensionado por outros, ganhou a nossa inédita medalha de ouro da Olimpíada. Torna-se protagonista no Barcelona de Messi e acalma os ânimos de uma nação, carente por ídolos, assolada pelo complexo canino de 2014.

Tite soube entender que Paulinho precisava voltar a mostrar o futebol que o Corinthians campeão do mundo conheceu. Tite soube esperar a hora para devolver ao braço de Neymar a capitania da equipe. O menino cresceu e hoje assume com responsabilidade a sua função de craque do time.

Além dos modernos conceitos táticos, da comissão com exemplar análise de desempenho dos adversários, da capacidade de fazer nossos jogadores atuarem na seleção como jogam em seus clubes e com isso renderem mais, na habilidade de gerir pessoas, está a sabedoria de respeitar o tempo das coisas.

Tudo está no seu lugar.