Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Eu gosto do estilo Felipe Melo de ser. Acho que às vezes ele exagera, mas é um risco calculado de quem tem personalidade para lidar com as consequências dos seus atos. E de duas palavras. Tive a oportunidade de cobrir a sua entrevista coletiva de apresentação na chegada ao Palmeiras e fiquei positivamente surpreso com suas declarações. Falta isso no futebol.

Era preciso mostrar dentro de campo. Natural para um começo de temporada – novo treinador e mudança da equipe – que ocorressem oscilações. Não apenas do Felipe, de todo time. Nos primeiros jogos o temperamento se destacou, sobressaiu e isso eu temia. Meu medo era que a pilha e a vontade excessiva do Ousado contagiassem o grupo de forma negativa, criando um desequilíbrio, expulsões, como vimos com Vítor Hugo, por exemplo, tendo condutas estranhas ao cara gente boa que conhecemos. Existe uma linha tênue entre ser aguerrido e desmedido. Felipe está encontrando esse equilíbrio.

Além da sua entrega e liderança, o que mais tem me chamado atenção é a sua função tática dentro da equipe de Eduardo Baptista. Posicionado à frente dos defensores, o volante tem dado uma segurança fundamental para a zaga. Não bastasse, tem um passe qualificado e facilita a transição com Tchê Tchê, ou buscando laterais e homens de frente. No clássico contra o Santos, liderou a virada Palmeirense com um cartão amarelo desde o primeiro tempo e perdendo o jogo na casa do adversário. Contra o Mirassol, até gol marcou, coroando sua fase técnica também.

Felipe Melo é verborrágico, polêmico muitas vezes e será marcado por questões anímicas, mas é bom valorizar sua importância para o time. Esse Pitbull é bom pra cachorro!